segunda-feira, 14 de março de 2016

Dicas para a Elaboração do Referencial Teórico (fundamentação teórica ou marco teórico)


Prof. Maria do Carmo Teixeira Costa


É importante destacar que esta parte do trabalho demonstra o conhecimento sobre a literatura básica que se refere ao assunto abordado. É muito importante concentrar no título e apresentar os conceitos que ele aborda. A escrita é característica e qualquer trabalho que apresente esta parte terá uma forma redacional muito semelhante, só diferenciando quanto ao assunto. A configuração demonstra que os conceitos foram explorados e a redação representa o esforço de condensar os resultados dos estudos feitos nos diversos autores que escrevem sobre o assunto. Por isto, a inclusão de citações (dos três tipos) de nota de rodapé explicativa é sempre requisitada, pois auxilia na construção de argumentos. Todos os autores citados devem ter seu nome e o título da obra consultada registrados nas Referencias.

A redação do Referencial Teórico permite a apresentação das teorias e seus autores, contribuindo para embasar teoricamente a pesquisa. Para a elaboração do Referencial Teórico é necessária uma análise comentada dos conceitos pertinentes ao tema. Isto irá permitir consubstanciar cientificamente o trabalho, mostrando o que existe sobre o assunto, quantas e quais pessoas escrevem sobre ele.

O objetivo da construção do Referencial Teórico é concentrar a ênfase na temática abordada, e, através de diferentes metodologias de pesquisa, sustentar uma argumentação pautada nos dizeres de autores consultados. 

A melhor forma de montar o Referencial Teórico é destacando os conceitos importantes que serão tratados em cada disciplina. Todo conceito é elaborado por um autor e o aluno, juntamente com o professor da disciplina, escolhem previamente a literatura que será utilizada.

A seguir um breve exemplo de Referencial Teórico, destacando conceitos sobre o tema ‘Relações de poder’.

Segundo Melo (1991), toda estrutura social é caracterizada pela existência das relações de poder. No que se refere a essas relações a autora revela a existência da autoridade, não só no contexto da legalidade ou das formalidades das concepções weberianas, como também, na legitimidade das manifestações das relações de poder entre os pares. Rocha e Melo (2001) relatam sobre organizações que adotam a influência dos indivíduos para a construção de um imaginário próprio, com o qual os empregados estabelecem laços de confiança.

Enriquez (2007, p. 64) identifica e descreve as figuras do poder carismático, tecnocrático, burocrático, democrático e despótico, indicando que em todo poder “há uma hierarquia de papéis, status, comportamentos”. Essa hierarquia pode ser facilmente observada nas sociedades animais, pois não se encontram sociedades animais sem regras, sem diferenciação fixa, sem sistema de dominação. O autor observa ainda, que as relações de poder “em função da carga emocional que lhe é inerente, parece ser embaraçosa no dia-a-dia” (ENRIQUEZ, 2007, p. 61).


As questões relativas ao poder e aos problemas derivados das relações de poder encontram sua trajetória pontuada por autores como Clegg e Hardy (2001) que trazem muitos dos diferentes olhares sobre o tema.  
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