Capistrano - Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré


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HISTÓRICO - PÁROCOS


Antiga Matriz - (Já demolida) - Hoje Prefeitura de Capistrano
Quando parcela da freguesia de Baturité, Capistrano esteve sob a orientação dos seguintes sacerdotes: Monsenhor Manuel Cândido dos Santos, que, no dia 24 de junho de 1902, em terreno doado pelo fazendeiro Daniel Ferreira Lima”, erigiu a capelinha, elevada, 41 anos depois, à honra de matriz. Na ocasião, Monsenhor Manuel Cândido celebrou missa em Ação de Graças.
            “A imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que lhe serve de titular, foi benta por ele, aos 10 de novembro de 1903. Foram dias de santo alvoroço, de intensa emoção religiosa para aquele grupinho de fiéis, moradores daquele povoado.”
            A referida Matriz, de proporções bem menores do que a atual, com o tradicional cruzeiro a sua frente, localizava-se, onde,  agora, se vê o prédio da Prefeitura.
            “Por ordem cronológica, os sucessores de Mons. Manuel Cândido dos Santos, na paróquia de Baturité, foram, estes – Padres Filipe Pinheiro, José Coelho da Rocha, Artur Redondo, José Reis, Celestino Balazeiro, sendo seu auxiliar,  o Pe. Nélson Nogueira Mota.” Com exceção  de Mons. Manuel Cândido dos Santos, os outros cinco pertenciam  à Companhia de Jesus (Jesuítas). Todos eles, sacerdotes mui dignos e dedicados de corpo e alma, à missão da Igreja. Dois, por sinal, morreram  com fama de santidade: os Padres José Coelho da Rocha e Artur Redondo.
            “Monsenhor Manuel Cândido era um bom sacerdote, austero e digno”
            (Padre Aloísio Furtado).
            Umas das escolas mais antigas de Baturité, localizada na Praça da Matriz, perpetua-lhe o nome.
OBS: Agora por que N. Sra de Nazaré foi designada padroeira de Capistrano, nada encontramos a respeito, no Livro de Tombo da Paróquia.
Sugestão de Mons. Manuel Cândido, ou devoção dos primeiros proprietários da antiga fazenda do Riachão da Lagoa Nova?

CAMPANHA PRÓ-INSTAURAÇÃO DA PARÓQUIA


                “Julho de 1943. Visita pastoral. Em julho do ano próximo, passado, o Arcebispo Dom Antonio de Almeida Lustosa fazia sua primeira visita pastoral à paróquia de Baturité. Capistrano foi a primeira capela visitada. Era o momento escolhido pela divina providência para que se desse o primeiro passo, visando à instauração da paróquia. Com essa finalidade, reuniram-se os homens de maior representação no lugar e foram em comissão falar com o Sr. Arcebispo.
            Depois de ouvi-los, Dom Antonio prometeu: “Constituam o patrimônio exigido e criarei a paróquia. Ninguém mais que eu deseja ver multiplicadas por dois e até por cinco as grandes paróquias  da arquidiocese. Resolvido o problema da sede paroquial e, sobretudo, do patrimônio do vigário, faço o desmembramento com a máxima alegria.” Foi essa a promessa de Sua Excelência Reverendíssima.
            “Daí por diante, cada família de Capistrano se constituiu esmoler da futura paróquia. Viram-se verdadeiros rasgos de abnegação heróica. Distribuíram-se listas

devidamente oficializadas; e algumas Senhoras e Senhoritas, apenas recebida a sua, dirigiram-se a Baturité, Fortaleza e outros lugares, a fim de angariar dinheiro, porque não havia tempo a perder. – Em duas palavras – no dia 22 de outubro  do mesmo ano (1943), por conseguinte, três meses depois de iniciada a campanha, o povo de Capistrano entregava ao Sr. Arcebispo Cr$ 20.000,00 (vinte mil cruzeiros). Afora Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) doados pelo Sr. Pierre Aon, influente, proprietário na região e, sem favor, um dos mais entusiastas da campanha paroquial.
            Os Srs. José Estelita de Aguiar e Antonio Martins concorreram com Cr$ 1.000,00 (Hum mil cruzeiros). Ambos, também, pessoas de projeção na comunidade e figuras de relevo do movimento. O mais foi arrecadado, mediante as listas confiadas aos capistranenses.
            Ao receber o patrimônio, Dom Lustosa declarou que o distrito de Capistrano teria seu vigário, antes do fim de janeiro; o que de fato, ocorreu, logo no inicio do ano (06.01.1944), com a nomeação do Pe. Vicente de Paulo de Araújo Matos, para vigário da recém-criada paróquia, por determinação do referido Arcebispo.
            Supomos que o montante do patrimônio, exigido por Dom Lustosa, não ultrapassou a casa dos Cr$ 30.000,00 (trinta mil cruzeiros). Na época, uma soma bem avultada. A suposição deve-se à ausência do lançamento do seu valor total, no Livro de Tombo da Paróquia.

Obs.: “O cruzeiro  entrara em circulação, como moeda oficial do País, a partir de 01 de janeiro de 1943. O Presidente Getulio Vargas, pelo Decreto – Lei n° 4.791, de 05 de outubro de 1942, decidiu substituir o mil-réis pelo cruzeiro.”
A capital do Brasil era a cidade do Rio de Janeiro e, tradicionalmente, - como ainda é – o coração do nosso carnaval. Daí, inspirando-se na moeda recém-lançada, os cariocas gravaram a seguinte marchinha, que obteve relativo sucesso na temporada momesca de 43, e cujos primeiros versos – salvo algum lapso de memória – se cantavam assim:


“Se eu tivesse um milhão de cruzeiros,
Pra você eu iria comprar
O mais lindo pedaço da terra...
E o mais verde pedaço do mar...
Ai, ai, ai, ai,
Se eu tivesse um milhão de cruzeiros,
Boa vida eu iria levar”.


“O coração é mais enganador que qualquer outra coisa,
e dificilmente se cura: quem de nós pode entendê-lo”?
(Je, Cap. 17 V 9)

Prof. Betinho


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