sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Zika vírus: governo admite hipótese de contágio pela saliva

A informação também foi levantada por pesquisadores americanos

Existe a desconfiança que o zika vírus possa ser transmitido por meio da saliva. A hipótese foi admitida pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, porta-voz do governo para assuntos relacionados a doença, em entrevista ao jornal carioca O Globo. A informação também foi levantada por pesquisadores americanos. Edinho ainda informou que essa forma de contágio será estudada e aprofundada.


"Hoje temos essa notícia da presença do vírus zika na saliva. Certamente, isso vai ser pesquisado, mas é um vírus que nós não sabemos a amplitude dele, não sabemos a dimensão da ação. É fundamental, neste momento, o combate ao mosquito aedes aegypti, para que ele não se reproduza e não seja o principal transmissor do vírus zika", disse ao O Globo.


Sobre uma suposta burocracia brasileira denunciada pela ONU e dos EUA a agências de notícias, que estaria dificultando o envio de amostras para o exterior que possibilitariam o avanço das pesquisas feitas em cooperação internacional, o ministro afirmou reforçou isso será "facilmente resolvido". "O centro - aquilo que a presidenta Dilma ordenou a todo seu governo e que ela própria falou com o presidente Obama - é de uma grande união para que a gente possa não só derrotar o virus zika no Brasil, mas impedir que ele se espalhe pelo mundo", relatou ao jornal.


Emergência

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na segunda-feira, 1º, situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo Zika vírus identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.


A decisão foi tomada após reunião de um comitê de emergência em Genebra, convocado pela entidade na última sexta-feira, 29, para tratar do assunto.



Números

No Brasil, há 3.448 casos suspeitos sendo investigado pelo Ministério da Saúde. Apesar das fortes suspeitas não há ainda uma comprovação científica que afirma a relação do vírus com a doença, porém a chegada do vírus em algumas regiões está sendo associada por um grande aumento de nascimentos de bebês com más-formações.


O diagnóstico da doença é tardio, pois só é possível a identificação, em média, a partir da 27º semana de gestação, correspondente ao fim do sexto mês.


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