A água é encontrada em toda parte: nos mares, nos rios, nos lagos, nas nuvens, nos lençóis subterrâneos, no ar, nos animais, nas plantas, no ser humano. A água é indispensável para a vida.
Hidrosfera
No nosso planeta, há na superfície da crosta terrestre, uma camada enorme que está coberta de água. Chamamos esta camada dehidrosfera, ou seja, a esfera de água. A água cobre cerca de três quartos da crosta terrestre ou aproximadamente 71% da superfície.
ESTADOS FÍSICOS DA ÁGUA
A água encontra-se sempre em um destes estados físicos: líquido, sólido ou gasoso.
A água noestado líquidoé encontrada em mares, oceanos, lagos, rios, fontes e nos seres vivos. A água que bebemos é obtida através dos rios, poços ou fontes (que vem dos lençóis freáticos ou subterrâneos). A maior parte do corpo dos animais é formada por água. Por exemplo, no homem, a água corresponde a 70% do seu peso. Nas frutas, a quantidade de água também é grande.
A água noestado sólidoé o gelo. Na natureza, encontramos em diversas formas como neve, nuvens, granizo, geada, icebergs e nas calotas polares. Nas nuvens, formam-se pequenos blocos de gelos, mas apenas nas nuvens do tipo cirros. Na neve, formam-se flocos de gelo que caem e formam grossas camadas. Isto acontece porque há um resfriamento de pequenas gotas de vapor de água que se condensam no ar, ou seja, passam do estado gasoso para líquido. Nas geadas, o vapor de água do ar atmosférico transforma-se em pequenas gotas de água, o orvalho. Este orvalho congelado é a geada. Forma-se em noites muito frias, cobrindo de gelo as superfícies.
No granizo, formam-se pedras de gelo formadas dentro das nuvens de tempestades Nos icebergs, que são enormes blocos de gelos, forma-se com o desprendimento das geleiras que estão no litoral dar regiões polares. Os icebergs ficam flutuando nos mares e rios até que derretam transformando-se em água líquida. O iceberg é uma montanha de gelo onde a sua maior parte está submersa no mar. A água no estado gasoso é encontrada na forma de vapor de água que existe no ar que forma-se através da evaporação da água dos mares, rios e lagos. Na transpiração e respiração dos animais e vegetais também existe vapor de água. A água evaporada se condensa transformando-se em pequenas gotas. Estas gotas juntas formam as nuvens.
Estados Físicos
Para entender como ocorrem as mudanças de estados físicos é preciso entender qual é a composição das substâncias.
Composição da água
A água é formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Sua fórmula molecular é então H2O. A fórmula química que representa uma molécula de água é H2O. Isto quer dizer que a água é formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio.
A rede
municipal de educação de Redenção recebe o sistema de coleta seletiva “Redenção
Ecologicamente Correto”, com o objetivo de criar a consciência ambiental em
cada cidadão, mostrando a importância da reciclagem, que além de ser uma
atitude politicamente correta, ainda gerará empregos e renda às famílias que
fazem parte da Cooperativa da Reciclagem no município.
A iniciativa
de recolher os materiais recicláveis tem mudado a rotina de alguns estudantes
nas escolas de Redenção. A medida foi colocada em prática há dois anos e tem
como objetivo conscientizar os alunos quanto à preservação do meio ambiente. O
Projeto conta com o apoio do Sindiverde – Sindicato das Empresas de Reciclagem
de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Ceará, como ainda parceria com
a secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará e o Governo Municipal de
Redenção.
As escolas
irão iniciar ações de conscientização junto aos estudantes da rede pública
sobre a importância da coleta seletiva. Por enquanto, o recolhimento será feito
normalmente, mas a meta é recolher somente o lixo que estiver separado
corretamente. A principal orientação é que os estudantes não coloquem no mesmo
recipiente o lixo seco e o úmido.
No início da
implantação, quatro escolas municipais servem de projeto piloto. A coleta
seletiva implica na repartição de 4 tipos de lixos: plásticos, vidros, papéis e
metais. O processo de separação do lixo é importante para o ambiente, pois
auxilia na preservação do solo e da água bem como na limpeza das escolas. Os
resíduos coletados serão convertidos em bonificação de energia, como também,
gerar renda para as escolas.
“Nossa
intenção é mobilizar nossa comunidade para mais esse importante projeto. Por
enquanto, a caráter experimental, mas, em breve, com todo o vapor. Queremos que
nossa cidade seja exemplo para as demais e com isso garantiremos empregos,
renda e um futuro melhor para nossos filhos e netos”, disse o prefeito Manuel
Bandeira.
Educadoras
ambientais da Secretaria do Meio Ambiente irão acompanhar e ministrar palestras
e como oficinas sobre o tema coleta seletiva abrangendo toda comunidade
escolar: gestores, professores, alunos e demais funcionários. Em cada escola foram instaladas coletores
seletivos para possibilitar a separação adequada dos resíduos, além de
conscientizar sobre a importância da coleta e reciclagem.
A estudante
Maria Rita de Castro, 12 anos, não imaginava que isso fosse possível. "Eu
nunca poderia imaginar que lixo poderia virar dinheiro", diz. Outra
estudante, Alice Aparecida de Sousa, 14 anos, também avalia a ação como
positiva. "Acho importante porque é muito bom contribuir com o meio
ambiente. Eu estou fazendo a minha parte e não quero ter um futuro com entulhos,
lixos e doenças", destaca.
Entre os
benefícios da coleta seletiva estão a menor redução de florestas nativas;
reduza extração dos recursos naturais; diminui a poluição do solo, da água e do
ar; economiza energia e água; possibilita a reciclagem de materiais que iriam
para o lixo; conserva o solo. Diminui o lixo nos aterros e lixões; diminui os
custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias;
diminui o desperdício e melhora a limpeza e higiene da cidade.
Serviços:
Lançamento
do Projeto Redenção ecologicamente correto
Dia 18, às
15h na Escola Maria Augusta
Presenças
confirmadas:
Manuel
Bandeira – Prefeito
Artur Bruno
– Secretário do Meio Ambiente do Estado do Ceará
Marcos
Albuquerque – Presidente Sindiverde – FIEC e Secretário da Autarquia do Meio
Ambiente de Redenção
Como montar o irrigador caseiro do Dr. Washington:
1. O irrigador solar é composto por várias partes como: (Veja a Figura 1)
(1) recipiente primário
(2) funil de acoplamento ao recipiente (1)
(3) acoplador dos recipientes (1) e (4)
(4) recipiente secundário
(5) duto de sucção
(6) válvula
(7) duto alimentador
(8) pressurizador ou bomba solar
(9) tubo de escape do ar quente
(10) acoplador dos recipientes (8) e (11)
(11) recipiente de saída
(12) duto gotejador ou sifão duplo
(13) válvula de saída do sifão (11)
(14) gota;
(15) base ou suporte de sustentação
Este sistema funciona com sifões acoplados: as peças (4),(5) e (7), compõem osifão-fonte;
O tubo (12) forma dois sifões – um direto (extremidade dentro da garrafa (11) e outro inverso (forma de U).
Na figura 1, o recipiente (1) armazena líquido, à pressão ambiente, que será usado no processo deirrigação por gotejamento. Este pode ser uma garrafa plástica de volume maior que as demais que formam o sistema ou qualquer recipiente à pressão ambiente que armazene a água. Este recipiente pode está conectado ao acoplador (3) ou acoplado ao funil (2).
O funil (2) serve para fixar o acoplador (3) à base (15) e também para acoplar ao recipiente (1). Permite que este recipiente seja removido para abastecimento ou reabastecer diretamente pelas aberturas da borda.
O acoplador (3), (ver Figura 2), serve para conectar o funil (2), o duto de sucção (5), o recipiente (4) e o duto alimentador (7). É umapeça de plástico, PVC, ou pode ser de outro material, com roscas internas (19) nas extremidades para conectar às garrafas. A vedação é feita por anéis de borracha (20) e/ou fita veda rosca.
No recipiente (4), o nível de líquido deve estar acima da metade de sua altura. A extremidade superior de (5) deve ficar próxima ao topo (fundo visto de boca para baixo) do recipiente (4), enquanto a extremidade inferior deve atingir a fundo do recipiente (1). Estas extremidades devem ser cortadas em forma de “V” ou “rabo de peixe” ou ainda em diagonal.
O duto alimentador (7) conecta os acopladores (3) e (10) que, por sua vez, conecta os recipientes (8) ao (11).
O acoplador (10), (ver Figura 3), também tem um corpo (20) em plástico, PVC, ou pode ser em outro material, rosqueável (24) aos recipientes (8) e (11) e com as mesmas vedações do acoplador (3), anéis de borracha (25).
Opressurizador ou bomba solar (8)é um dispositivo formado por uma garrafa de vidro pintada de preto fosco, mas pode ser um outro material que seja resistente à pressão atmosférica.
O formato cilíndrico de uma garrafa não é o melhor, já que uma pequena área é útil à incidência de luz, mesmo assim, a temperatura no dia ensolarado chega acima de 50oC, suficiente para ocorrer o efeito térmico. Uma garrafa metálica, por exemplo de alumínio, seria mais eficiente na troca de calor e na variação de pressão versus temperatura. Este recipiente não pode ficar onde tem sombra.
As válvulas (6) e (13) pode ser daqueles usadas em equipo médico/hospitalar que estrangula o tubo conforme muda a posição de um knob. Ou pode ser qualquer outro dispositivo que faça o controle da passagem de líquido.
Os dutos (5), (7), (12) são mangueiras plásticas de equipo médico/hospitalar usados na aplicação de soro e outros líquidos, ou podem ser usadas capas plásticas de fios elétricos. As dimensões destes dutos e tubos podem ser mudadas conforme a necessidade da aplicação.
O duto (12) pode ser conectado a um dispositivo chamado de “distribuidor” (ver Figura 4) que serve para conectar várias mangueiras que vão para o solo entregar a água por gotejamento. O distribuidor pode ser uma outra garrafa PET cortada na base (29) para entrar o duto (12) e o flutuador ou boia (27), por exemplo um pedaço de isopor.
Nopedaço da garrafa (fundo) se faz um furo(26) para passar o duto (12) e conectar o flutuador (27).
Uma vez montado oflutuador(27) e do duto (12) na parte menor da garrafa (fundo), esta pode ser novamente encaixada na parte restante da garrafa, como mostra a Figura 4.
A parte maior da garrafa é usada para coletar a água que sai pelo duto (12) do irrigador solar. Na tampa da garrafa (30), pode-se ligar várias mangueiras finas (31) que levarão a água para o solo. Inicialmente, este recipiente deve ter água para que haja a flutuação da boia.
Ainda, pode-se colocar nas extremidades dessas mangueiras uma ponta porosa (32) que indicará se o solo precisa de água. O nível de água (28) no distribuidor deve está na mesma altura do recipiente (1) e de mesma profundidade.
A base (15), na Figura 1, pode ser feita de chapa metálica ou de madeira ou ainda de pedaços de chapas ou canos plásticos, tendo dois orifícios na parte superior com diâmetro suficiente para passar os pescoços das garrafas.
Ou ainda pode ser suportado por estacas fincadas no solo. Pode ter o formato apresentado na Figura 1, ou qualquer outro, contanto que o recipiente (4) fique nível acima do recipiente (11).
Passo a passo : montagem do sistema feito com garrafas de vidro e pet
Asgarrafas de vidro são os recipientes (4) e (8), enquanto as demais são de PETs. É necessário que estas garrafas (4) e (8) sejam de paredes rígidas para suportarem as pressões formadas internamente e a atmosférica.
As Figuras 2 e 3 mostram os feitios dos acopladores (3) e (10), são peças projetadas e/ou construídas para se conectarem às partes já mencionadas.
Os corpos (16) e (21) feitos de plástico ou outro material rígidos tendo roscas (19) e (24) com anéis de vedação (20) e (25). Ou pode ser também encaixes para as próprias tampas das garrafas.
A instalação deve seguir os seguintes passos:
1 - ligar nas extremidades do tubo (18) (ver Figura 2) dois pedaços de mangueiras ou capas de fio elétrico com comprimento conforme as profundidades dos recipientes (1) e (4), tendo cortes nas extremidades livres, com já citado. Forma-se o duto de sucção (5);
2 - ligar com mangueira ou capa de fios elétricos ao tubo (17) e instalar a válvula (6). Verificar o comprimento necessário;
3 - acrescentar a outra extremidade interna do tubo (22) um pedaço de mangueira de comprimento suficiente para atingir o fundo do recipiente (11), esta extremidade deve ter corte em "V". A extremidade externa será conectada depois ao tubo (17) no acoplador (3);
4 - ligar à extremidade interna do tubo (23), que fica dentro do recipiente (11), um pedaço de mangueira plásticas ou capa de fio com comprimento conforme a profundidade deste recipiente. A extremidade deve ter corte como citado anteriormente.
5 - ligar uma mangueira de comprimento suficiente para formar o sifão inverso (forma de U) à extremidade externa do tubo (23). Este sifão deve ter aproximadamente a altura da garrafa PET grande. Nesta mangueira se coloca a válvula (13). Assim, formando o duto gotejador.
6 - fechar as válvulas (6) e (13);
7 - encher todos os recipientes com água. No recipiente (4) o nível deve ficar pouco abaixo do pescoço da garrafa. Deixar um espaço livre para que a extremidade superior do duto de sucção (5) fique acima do nível da água, quando esta garrafa for fixada ao acoplador (3). Encher completamente o recipiente (11). O recipiente (1) pode ser instalado como será explicado no item 9;
8 - conectar o acoplador (3) ao recipiente (4). Verificar vazamento. Deve ficar bem vedado. Uma forma de verificar se há vazamento, coloque a garrafa (4) e o acoplador (3) de boca para baixo. Mantenha fechada a válvula (7), em seguida, sopre fortemente a extremidade do duto de sucção (5). Isto fornecerá pressão interna na garrafa (4). Se sair água na junção do acoplador (3), então, precisa-se melhorar a vedação. Repetir este processo até não observar a água saindo;
9 – para facilitar a fixação da garrafa (4) e o acoplador (3) à base (15), usa-se o funil que nada mais é do que uma garrafa cortada na altura de seu ombro. Isto também ajuda na reposição de água no recipiente (1).
10 - passar o recipiente do pressurizador (8) pelo outro orifício da base (15) e conectá-lo ao acoplador (10). Deve ficar bem vedado. Para verificar a vedação, colocar um pouco de água dentro do recipiente (8). Observe que no acoplador (10) há o tubo (9) saliente (ver na Figura 3) acima do nível da rosca. Sobrando fortemente na extremidade inferior do tubo (9), aumenta a pressão no interior do recipiente (8), então, a água tenderá a sair se a vedação estiver ruim. Caso aconteça, melhorar a vedação;
11 - Conectar o duto alimentador (7). No item 2 deste descritivo, uma mangueira e a válvula (6) foram conectados aos tubo (17) do acoplador (3), então, deve-se ligar a outra extremidade dessa mangueira ao tubo (22) do acoplador (10). Formando o duto de alimentação (7). Esta conexão deve ser realizada antes de inserir o recipiente 11;
12 - manter a válvula (13) fechada e rosquear o recipiente (11) cheio de água;
13 –uma garrafa PET cortada na imediação do ombro pode ser encaixada em baixo do funil descrito no item 9. Esta garrafa pode ser o recipiente (1) ou qualquer outro que possa ser instalado neste local e que o tubo de sucção (5) possa ser mergulhado;
14 - manter a válvula (6) aberta e a (13) fechada, depois pressionar lentamente o recipiente (11), se for de plástico. Isto passará água pelo duto (9) do acoplador (10) para o pressurizador (8) e também para o recipiente (4) através do duto alimentador (7). Ao liberar o recipiente (11), parte da água em (8) retornará para (11), fluirá água do recipiente (4) para o (11) completando o seu volume perdido. Isto, também remove o ar que se encontra no duto alimentador (7). Por fim, o recipiente (1) fornecerá água para (4) completando o nível. Assim, o duto alimentador (7) fica cheio d'água tornando mais rápida a resposta no fornecimento de água ao recipiente (11);
15 - instalar a mangueira do gotejador (12) no elemento flutuador que se encontra dentro do distribuidor. Dentro deste deve ter água para fazer a flutuação;
16 – as mangueira que saem do distribuidor podem ter pontas porosas instaladas no solo. Desta forma, a água só será entregue se houver necessidade do solo;
17 - abrir a válvula (13) e expor o sistema ao Sol. O recipiente (8) não deve ficar em local de sombra ou abaixo do nível da plantação;
18 - periodicamente verificar o conteúdo do recipiente (1). Este recipiente pode ser um tanque, ou um tonel que receba água canalizada e controlada por boia;
19 – Não pode faltar água no recipiente (1), assim os outros (4) e (10) também perderá seu conteúdo. Tendo que reiniciar todo o processo de abastecimento manual para que o irrigador possa voltar a funcionar.
20 - pode ainda ser aplicado o processo de fertirrigação, adicionando insumos à água.
Como funciona o irrigador solar
Quando a luz solar ou outra fonte de calor incide no recipiente pressurizador ou bomba solar (8). Assim chamado por ser o responsável em impulsionar o gás (ar) do seu interior quando as suas paredes aquecem ao absorverem a luz.
A parede externa de (8) é pintada com tinta preta fosca para maximizar a absorção de luz e a converter em calor.
O calor atravessa a parede deste recipiente e aquece o gás (ar) interno, que se expande, exercendo pressão nas paredes. A única maneira do ar escapar é pelo tubo (9), que conecta os recipientes (8) e (11).
Logo, a água do recipiente (11) é impelida a sair pelo duto (12) para o ambiente externo.
Quando o efeito sifão ocorre no duto (12), o nível d'água em (11) decresce com o escoamento em (12). Um escoamento contínuo ocorre durante alguns segundos, diminuindo gradativamente até entrar no estado de gotejamento.
Com asaída da água do recipiente(11), há o decréscimo de pressão que provoca o escoamento de água do recipiente (4) para o (11) pelo duto (7).
Observa-se que durante o escoamento, a pressão no recipiente (4) diminui, provocando o fluxo d’água do recipiente (1) para o (4). isto é, a sucção da água do recipiente (1) que se encontra à pressão atmosférica. Portanto, o nível da água em (4) é mantido, enquanto que continua a fluir água para o recipiente (11).
Este fato acarreta no reabastecimento do recipiente (11) parcial ou total, como também produz um aumento no fluxo pelo duto (12) sob cercas condições.
Após isto, os processos de escoamento e gotejamento se desencadeiam até que a iluminação cesse e as paredes da bomba solar (8) se esfrie. Durante o esfriamento, o recipiente (11) é reabastecido e o fluxo de água interrompido. O sistema fica pronto para mais outro ciclo de fornecimento de água para irrigação.
O sifão em forma de U impede que o ar externo entre no recipiente (11) e complete o volume com ar, isto prejudicaria o reabastecimento do recipiente (11).
Como montar o acoplador (3) e (10)
Os acopladores (3) e (10) pode ser montados de diversas maneiras. Aqui indicaremos uma delas.
Material necessário:
1) cano de PVC 1 ¼”;
2) cola araldite ou silicone;
3) lixa 220;
4) mangueira de equipo hospitalar ou similar;
5) quatro tampas das garrafas PETs e de vidro ou similar com diâmetro menor do que o interno do cano de PVC;
6) broca de 4 mm de diâmetro ou pedaço de arame (prego sem cabeça) nesta medida, cravado em um cabo de madeira de comprimento igual ao da largura da mão;
7) folha de plástico ou de cartolina 5 x 5 cm
Montagem caseira do acoplador (3)
A) corte um pedaço com 40 mm de altura de cano liso de PVC para água;
B) faça um furo fora do centro na tampa da garrafa PET que fornecerá o funil (2) mostrado na Figura 1. Para isto, use a broca ou aqueça o arame ou prego. Veja Figura 2. Não retire o vedante já existente na tampa, colocado pela fabrica;
C) faça dois furos na tampa da garrafa de vidro, recipiente (4), como mostrado na Figura 2. Para isto, use a broca ou aqueça o arame ou prego. Não retire o vedante já existente na tampa, colocado pela fabrica;
D); fure lateralmente e na meia altura o pedaço de cano do item A.
E) lixe a parede interna do pedaço de cano;
F) coloque verticalmente este pedaço de cano sobre a folha de plástico ou cartolina;
G) coloque a tampa da garrafa PET dentro do cano com o lado interno voltado para baixo. Procure centralizá-la;
H) prepare a cola e despeje nas abertura entre a parede do cano e da tampa. Espere secar;
I) depois de seco, passe um pedaço da mangueira com 10 cm de comprimento pelo furo nesta tampa. Deixe cerca de 2 cm além da borda. Passe cola em volta da mangueira. Deixe secar;
K) depois seco, verifique a mangueira se ficou firme;
L) passe pelo furo lateral no cano de PVC um pedaço de mangueira com 10 cm de comprimento. Deixe cerca de 5 cm para fora da parede lateral;
M) passe a parte o pedaço da mangueira, descrita nos itens I e K, que se encontra dentro do cano por um dos furos na tampa da garrafa de vidro;
N) passe a outra extremidade da mangueira, que sai na lateral do cano, pelo outro furo da tampa da garrafa de vidro. Não insira ainda esta tampa no cano de PVC;
O) complete de cola o espaço sobre a tampa da garrafa PET até cobrir o furo lateral, cerca de 5 mm. Não deixe a mangueira que sai lateralmente dobrar, estrangulando a passagem. Procure fazer um cotovelo suave;
P) baixe a tampa da garrafa de vidro para dentro do cano de PVC, até que a cola preencha a abertura entre as paredes do cano e da tampa. Procure centralizá-la;
Q) deixe secar;
R) após a secagem, verifique se a mangueira lateral dá passagem, soprando em uma das extremidades. Retire a folha de plástico ou a cartolina. Caso tudo bem, então, está pronto o acoplador (3).
Montagem do acoplador (10)
Esta montagem segue praticamente os mesmos passos da anterior:
a) pedaço de cano de PVC nas mesmas dimensões que o anterior; 8
b) fure em três posições a tampa da garrafa PET (11), ver Figura 1, e como mostrado na Figura 2. Não remova a vedação de fábrica;
c) faça dois furos na lateral do cano de PVC, de preferencia radialmente.
d) faça um furo na tampa da garrafa de vidro pintada de preto, bomba solar (8). Não remova a vedação de fábrica;
e) o processo de colagem segue os mesmos princípios usados na montagem anterior;
f) realizados os passos de colagem, deixe secar;
g) verifique se os tubos dão passagens. Caso positivo, está pronto o acoplador (10).
Agora é só montar o sistema como descrito na seção anterior.
Pelos caminhos do Semiárido brasileiro, a cor cinza e o material plástico destoam do cenário tipicamente sertanejo. Reservatórios de água feitos de polietileno são instalados nas casas das famílias como uma opção simples e rápida para o armazenamento de água, no lugar das cisternas de placas. O projeto, encampado pelo Ministério da Integração Nacional dentro do programa Água para Todos, tem como objetivo acelerar a instalação de sistemas de captação de água no Semiárido brasileiro.
A aposentada Edite Soares de Azevedo, que mora na comunidade São João, em Crateús, foi uma das beneficiadas e considera a cisterna “o melhor presente” que já ganhou. Cuidadosa, ela mandou lavar a cisterna antes das chuvas deste ano, que a encheram completamente, mas a pessoa que executou o serviço pisou no tampo do reservatório e deixou um lado amassado. “Eu tenho muito ciúme dessa cisterna. Todo mundo é muito feliz com essa benção. Eu economizo muito essa água, dou muito valor.” A cisterna fica na lateral da casa, sob a sombra de uma árvore. Mesmo assim, Edite quer construir uma coberta para preservar o material plástico do sol forte. A indicação é feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Crateús para que os reservatórios durem mais, uma vez que há relatos de cisternas de polietileno que deformaram devido ao calor.
O agricultor Leônidas Moreno dos Santos foi um dos que fizeram uma coberta de alvenaria para o reservatório, que chegou há pouco mais de um ano na sua casa. “O encarregado da empresa que instalou disse que, se a gente cobrisse, era melhor. A cisterna engelhou antes de encher, mas depois que encheu eu cavei mais um pouco [a vala onde foi instalada] e ela voltou ao normal.” A bomba manual, no entanto, já quebrou e a família providenciou um balde para pegar água no reservatório. “A bomba não funciona, mas, de qualquer maneira, está bom só de termos a cisterna.”
A instalação de uma cisterna de polietileno envolve, pelo menos, dois momentos: um em que se cava a vala para receber o reservatório e outro em que os itens são instalados. Deveria ser um processo rápido, mas na casa de Leônidas passaram-se meses entre uma fase e a outra. “Perdemos algumas chuvas de 2014. Foi um ano difícil. Chegamos a passar um dia sem comer porque não tinha água”, relata a esposa, Ivonete Alves Moreno. No Ceará, 2015 é o quarto ano seguido de seca.
Além da desconfiança sobre a qualidade do material, diversas entidades criticam o novo modelo de cisternas pelo fato de elas quebrarem a lógica da mobilização das comunidades na construção, no manejo e na manutenção dos reservatórios.
“Com R$ 2,5 mil, a gente consegue construir a cisterna de placas com o processo de formação junto. Já a cisterna de polietileno custa cerca de R$ 6 mil, além do custo do transporte para levá-las às comunidades, e não gera renda local. Uma empresa é contratada, chega e instala. Não tem o processo de formação, mas sim de entrega. Isso quebra toda a lógica de mobilização social que a gente tem feito nos últimos anos. Volta toda aquela história da indústria da seca”, comenta o coordenador de projetos da Cáritas de Crateús, Adriano Leitão, acrescentando ainda a preocupação com a sustentabilidade. Ele prevê que, por serem de material plástico, as cisternas que forem estragando ao longo dos anos vão virar lixo.
O professor da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), Joaquim Pinheiro, reitera essa opinião e considera que o projeto de instalação de cisternas de polietileno desrespeita a trajetória das entidades envolvidas nos projetos de construção das cisternas de placas. “Nem sempre o menos trabalhoso é melhor. A cisterna de polietileno desconstrói toda a metodologia da participação, dos beneficiários terem conhecimento sobre como faz a cisterna. Com essa outra cisterna, as pessoas não sabem como resolver se der um problema. Parece uma solução mais fácil, mas, do ponto de vista de, através de uma tecnologia, você construir um processo educativo, a cisterna de polietileno não dá contribuições.”
O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Arnoldo de Campos, reconhece que a tecnologia de placas é mais vantajosa tanto pelo preço menor envolvido na sua construção como pela mobilização das comunidades. No entanto, ele considera que a chegada do Ministério da Integração Nacional com o modelo de cisternas de polietileno acelerou a capacidade de instalação de reservatórios no Semiárido. “O debate colocado pela sociedade é legítimo e o próprio ministério faz a opção pela tecnologia de placas. No entanto, dentro da urgência, as pessoas não podem esperar. Você imagine uma família sem esse equipamento esperando o MDS chegar. Acho que chegaríamos, com certeza, mas com o apoio do Ministério da Integração chegamos a muito mais famílias em uma velocidade muito maior.”
Já o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, disse que vai procurar os órgãos envolvidos na instalação das cisternas de polietileno para avaliar a execução e a qualidade das obras. “Nós temos um papel de fiscalizador, já que é o governo federal que faz o investimento. Todos os que participaram desse grande empreendimento são responsáveis. Vamos corrigir falhas para a continuidade do programa e também trabalhar para que elas não se repitam.”
Os Municípios brasileiros terão mais tempo para extinguir os lixões. Essa foi uma reinvindicação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e atendida pelos senadores na última quarta-feira, 1º de julho. O Plenário da Casa aprovou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 425/2014, que prorroga, de forma escalonada, o prazo para os Municípios se adaptarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regida pela Lei 12.305/2010.
Articulados pela Associação dos Municípios do Maciço de Baturité (AMAB), entidade vinculada a Aprece, prefeitos da região do Maciço de Baturité reuniram-se, na manhã da última quinta-feira (18), com o superintendente da Funasa, Regino Pinho
.
Durante o encontro, realizado em Itapiúna, foram repassadas importantes informações aos gestores municipais, como as referentes à regularização de convênios com o órgão; recursos para a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico; programa de perfuração de poços profundos; ações na área de reciclagem e tratamento de resíduos sólidos; entre outros.
Na oportunidade, os prefeitos presentes também puderam conhecer a unidade móvel de análise da qualidade da água da Funasa e entender como solicitar a presença da mesma em seus municípios.
A intenção do órgão, com total apoio da Aprece, é realizar em breve outros encontros como esse nas demais regiões do Ceará. Via Flávio Silva
Raimundo Dias da Silva Santos mora em Campo Alegre de Lourdes, a 799 km de Salvador, região do semiárido baiano, onde o IBGE registra o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar – 665.680 – no país. Seu Raimundo é o exemplo das mudanças que vêm ocorrendo no semiárido nos últimos anos, com as políticas públicas implantadas pelo governo federal e executadas pela ASA. A família conta com cisterna que capta água da chuva e uma cisterna de produção, que viabiliza a criação de animais, principalmente cabras. Ele recebe assistência técnica do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), que atua no semiárido da Bahia há 25 anos. Vivendo há 40 anos em Campo Alegre de Lourdes, considera a caatinga um lugar bom para se viver, desde que se aprenda com a convivência.
Porém, nos últimos anos uma série gigantesca de investimento tem assolado o mesmo semiárido. Pode ser uma contradição histórica, mas uma terra que exige muito sacrifício para as famílias de agricultores e camponeses viverem, é muito rica em minerais. A Bahia pretende ser o terceiro polo mineral do país e já recebeu mais de R$ 5 bilhões em investimentos. Em Campo Alegre de Lourdes, o Grupo Galvani explora fosfato, que é um dos componentes dos fertilizantes químicos, como fonte de fósforo. O Grupo Galvani tem uma fábrica em Luis Eduardo Magalhães território da soja, do algodão e milho do agronegócio. As minas ficam onde estão as comunidades rurais, como a do seu Raimundo, a Lagoa do Boi. A região é o semiárido, onde chove no máximo 700 mm por ano. E as extratoras de minerais precisam de muita água.
Camponeses são atingidos pela mineração | Foto: Reprodução/Carta Maior
Água do açude para lavar o minério
A Ferbasa explora cromo em Andorinhas, onde o DNOCS tem um açude, que segundo a empresa foi construído levando em conta as atividades da empresa. No ano passado, o açude estava com 30% da sua capacidade – 13 milhões de litros -, em consequência de três anos de seca. Mais de 100 famílias dependem da pesca do açude, que também serve de fonte para os animais. Houve protesto das comunidades, que exigiam uma menor captação da água, pois a prioridade, pelo menos teoricamente, deve ser saciar a sede dos humanos. A empresa expediu um comunicado dizendo que usaria das prerrogativas da outorga concedida pela Agência Nacional de Águas válida até 2021, e que a água é indispensável para o funcionamento da empresa, dos empregos, dos 2% de receita que o município recebe, entre outras coisas.
Campo Alegre de Lourdes estabeleceu o dia 19 de setembro como o Dia de Luta Contra a Mineração e todos os anos fazem uma caminhada até o Morro Tuiuiú, cobiçado pelas extratoras, que já identificaram a existência de ferro e vanádio no Morro da Carlota. Cromo, vanádio e níquel, também explorado na Bahia, servem para os processos de industrialização do aço e são fundamentais no aço inoxidável. O cromo é um mineral classificado como cancerígeno há muitos anos e a população de Andorinha, onde funcionários aposentados e familiares reclamam das doenças no pulmão, na coluna e outras, sofre isso cotidianamente. O Brasil registrou em 2014 mais de 576 mil casos de câncer e nos próximos cinco anos este número deverá aumentar 38%.
Impacto da exploração do urânio
Entretanto, ocorrem problemas muito mais graves e que se arrastam por duas décadas envolvendo a mineração de urânio em Caetité, a 750 km de Salvador, na mesma caatinga. Uma jazida considerada pelas Indústrias Nucleares Brasileira (INB) - uma estatal ligada ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, que explora o minério desde o ano 2000 na região – com potencial de 100 mil toneladas. A mina fica no distrito de Maniaçu, a 12 km da cidade, onde vivem oito comunidades rurais. A INB é uma empresa estatal, controlada pela Marinha, e é óbvio que funciona como era na época da ditadura. Ou seja, nunca ouviu as queixas e reivindicações das comunidades rurais a respeito de poluição atmosférica, vazamento de material tóxico, problemas de saúde.
A Fiocruz fez um estudo sobre a poluição do urânio em Caetité juntamente com o CRIIAD, um laboratório francês que atua de forma independente. É um projeto internacional que trata dos impactos sofridos por comunidades atingidas pela exploração do urânio no mundo, elaborado pela Universidade Autônoma de Barcelona. No estudo, apresentado em 2013, os pesquisadores relataram dados sobre contaminação da radiação Gama 2,5 a 10 vezes acima do permitido em duas comunidades perto da mina. Na verdade, desde a implantação da empresa, que produz o concentrado de urânio (yellowcake), depois será beneficiado no exterior e voltará como combustível das usinas de Angra dos Reis, foram registrados mais de 10 tipos de acidentes.
Comunidades tiveram que registrar casos de câncer
A verdade é simples e direta: extratoras de minerais, assim como empreiteiras atuam de forma ditatorial quando implantam seus projetos no interior do país. Elas fazem o discurso que tratam bem as comunidades, dialogam, a INB tem um centro de visitação em Caetité – cidade com 50 mil habitantes-, mas não tratam dos impactos causados pela exploração do urânio. As comunidades tiveram que procurar as famílias cujos parentes tiveram câncer – 21 casos -, sendo 17 mortes. Tudo para servir de argumentação e comprovar a morbidade e mortalidade do urânio, fato extremamente comprovado mundo afora. Não adianta ter centro de visitação e não ter uma unidade de Vigilância em Saúde. Outro ponto fundamental: a mesma empresa que extrai o urânio, ou seja, quebra as pedras, lava e depois retira a parte nobre para fazer o concentrado, também faz a gestão ambiental. A fiscalização fica por conta da Comissão Nacional de Energia Nuclear, também um órgão vinculado ao MCTI, ou seja, não tem vigilância e fiscalização independente. Mais: as 400 toneladas anuais produzidas de concentrado de urânio são enviadas para a França pelo porto de Salvador via terrestre.
O pesadelo das comunidades não acaba. As extratoras também descobriram uma jazida de fosfato com urânio em Santa Quitéria, município cearense a 270 km de Fortaleza. Foi formado um consórcio entre o grupo Galvani e a INB e as atividades já iniciaram. No final do ano passado o IBAMA fez três audiências públicas sobre o caso na região. Lá os membros das empresas fizeram um relato sobre o empreendimento, da segurança, da tecnologia e não falam nada sobre riscos e cuidados com a população. No Ceará criaram a Articulação Antinuclear, formada por MST, Núcleo Tramas da Universidade Federal do Ceará, a CPT e a Cáritas.
Ibama requer ajustes há cinco anos
Sobre o Ibama chama a atenção para a Licença de Instalação concedida no dia 22 de abril de 2015 para a INB continuar e expandir suas atividades em Caetité, agora no distrito de Lagoa Real – na verdade é um município. A mina do distrito de Maniaçu deve ter esgotado, porque as explorações de urânio no Brasil duram 15 anos, baseado nos casos existentes até agora. Registra o órgão:
“- A solicitação de adequação de alguns programas ambientais em execução na unidade, como a revisão dos programas de Monitoração Ambiental Operacional, de gerenciamento de Resíduos Sólidos, de Inspeção Regional, entre outros. A citada revisão representa ajustes que o Ibama tem requerido ao empreendedor nos últimos cinco anos e objetiva dar maior robustez à gestão ambiental do empreendimento. Vale lembrar que essa revisão não representa o ponto final das melhorias entendidas como naturais e necessárias para o empreendimento”.
A INB sempre nega a contaminação
Desde o início da exploração em Miniaçu passaram 15 anos. As comunidades sempre reclamaram da poluição, principalmente da contaminação da água. Os órgãos ambientais nunca deram acolhida às reivindicações. A INB diz que monitora 150 poços e que estão dentro dos padrões aceitáveis pelo Ministério da Saúde e do Conama. Qual o valor disso? Nenhum, principalmente porque a empresa já manipulou uma pesquisa da Fiocruz para assegurar que o urânio não causa contaminação no ambiente e risco à população.
O problema ainda vai se agravar em Caetité com as operações da Eurasian Natural Resources Corporation, empresa do Cazaquistão, com sede em Londres, que no Brasil atua como Bahia Mineração e vai explorar uma jazida de 400 milhões de toneladas no município baiano. O plano é levar o ferro por via ferroviária até o Porto de Ilhéus, onde a Bamin terá um terminal exclusivo, com pátio para trabalhar o mineral, numa região turística.
Pior do que tudo isso ainda é o caso de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, onde a INB explorou urânio até 1995 e fechou a mina – descomissionou como se diz na linguagem do neolibelê –deixando acumulado 17 milhões de rejeitos radioativos, sem contar a terra revolvida que é separada para tirar o que interessa. Mineração envolve sempre muita água e terra esbagaçada, além do buraco. No caso do urânio a exploração é a céu aberto.
Situação dos rejeitos radioativos é um mistério
A situação dos rejeitos radioativos de Poços de Caldas, a primeira mina de urânio do Brasil, iniciada em 1982, no final da ditadura, é um mistério que não consegui esclarecer. Uma informação oficial de junho de 2013 dava conta da venda de 15 milhões de toneladas de rejeitos para a China, pela empresa Global Green Energy Science e Technology, que voltariam ao Brasil tratados e reaproveitados como matéria prima. Não existe informação sobre rejeitos radioativos de Poços de Caldas nem no site da INB e nem do MCTI.
A caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, tem uma sina de sofrimento e espoliação secular e agora na modernidade ainda vai pagar mais esta conta, em nome do desenvolvimento e do progresso. Os rejeitos de Poços de Caldas contém tório e rádio, dois minerais associados ao urânio. Um tem uma meia-vida de 75 mil anos e outro de 1600 anos. O urânio é usado pelos paleontólogos para definir a idade de alguns extratos bilhões de anos, porque a meia-vida dele dura 4,5 bilhões, ou seja, o tempo da existência do planeta. Nenhuma extratora do mundo tem solução para rejeito de exploração de urânio, nem usina nuclear sabe o que fazer com o combustível já usado. Esta é uma tecnologia primária, que usa um combustível explosivo e destruidor. O urânio enriquecido esquenta a água, que ferve e depois aciona as turbinas e estas produzirão energia elétrica.
A semana mundial do meio ambiente é comemorada no início de junho, é a temporadas das empresas choramingarem pela necessidade de detonar o planeta e mostrar seus projetos de educação ambiental e plantio de mudas.